terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Operação Montelima (4)

Todo o pessoal começava a mostrar fadiga consequente de um dia e uma noite de marcha seguida, intercalada de pequenos descansos.

Avisou-se todo o pessoal da proximidade da sentinela, e saindo do trilho, fizemos um desvio contornando alguns morros para Sul da sentinela.
Às 4,50 h apareciam já perto as primeiras cubatas da Base. Foi deixado um pequeno grupo guardando o equipamento e os prisioneiros, e cerca de 40 Fuzileiros avançaram aligeirados em linha para a Base.
O silêncio era completo. Apareciam no horizonte os primeiros alvores do dia 27.
O primeiro pormenor que me saltou á vista era a grande área onde se espalhavam, a perder de vista, numa desordem propositada, dezenas e dezenas de cubatas de vários tamanhos e feitios, bastante afastadas umas das outras, e todas debaixo de denso arvoredo, ligadas entre elas por trilhos muito batidos. Continuamos a avançar em linha. De um lado ao outro, algumas cubatas não eram abrangidas pela frente de assalto. A imensidão da área, preocupava-me bastante.
A primeira equipa entrou numa cubata. Na cama, deitado, um homem levanta-se sobressaltado e pega na arma. È abatido. Era o secretário geral da Base Central ( Dustão Paulo Candeia).
Assim se iniciou, em totalsurpresa, o assaltoá Base Central, também chamada Ichinga, Vila Cabral ou Mepotxe.
As 3 Mgs abriram fogo em simultãneo, varrendo toda a área em zonas sobre postas.
Logo se confirmou que a base se estendia muito para a nossa frente. das cubatas, ao longe, saiam elementos IN que ripostavam ao fogo.Em breve a frente de fogo IN obrigava a um avanço cauteloso.
Na ala esquerda, tinham sido também abatidos mais elementos IN ainda dentro das cubatas.
O IN tinha entretantoinstalado uma metrelhadora ligeira que varria as nossas posições.
Depois de uma ligeira resist~encia debandaram, julgo que, com muitos feridos. Foram avistados alguns elementos IN , ao longe que caiam e se levantavam novamente.

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