sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O Torres e o Delfim


771/65    Torres                                                              792/68   Delfim

domingo, 20 de novembro de 2011

O Arraza e o Godinho

 728/65  António Freitas                                              767/68 Godinho

sábado, 29 de outubro de 2011

sábado, 8 de outubro de 2011

domingo, 18 de setembro de 2011

Leonel e o Tá Calado



           491/67 - Leonel                                                             598/68 - Tá Calado

sábado, 3 de setembro de 2011

Arrã e o Lucena



Lucena pinto











 
 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O Sessimbra e o Salema


235/68Sesimbra

455/68 Salema

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Mafra e o Caramelo













 Mafra                                                                                                              Caramelo 90/68

domingo, 31 de julho de 2011

O Alves

Tão novinho que ele era.
564/68 Mar FZE  - Alves

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mágué

Futebol pela tardinha

Mágué

Perimetro defensivo

domingo, 19 de junho de 2011

Mágué

Restos da civilização

Mágué

A Avenida principal

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Mágué

Pirogas capturadas

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Magué Velho

O refeitório e cantina

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Mague

Outra vista com o Santos

Magué

O Acampamento

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mágue Velho

Outra vista da Base.

domingo, 3 de abril de 2011

Mágué Velho

No meio de nada. Só mato e o rio

domingo, 27 de março de 2011

Mágué Velho

1ª Base criada no Mágué Velho

terça-feira, 22 de março de 2011

A Caminho do Mágué

Picada a caminho do Mágué

domingo, 13 de março de 2011

Operação Montelima - 8

Foram praticamente ineixistentes em PRC10 e PRC116 com o heli.

Desconhecem-se as causas.
O T/R RACAL provou mais uma vez ser um excelente equipamento, desde que,obviamente esteja equipado com antena horizontal "DIPOLO".
Era invulgar a nitidez com que se ouviu A,Cardoso em fonia.

RESULTADOS POSITIVOS

BAIXAS IN

Dustão Paulo Candeia (Secretári Base Central)........... morto (confirmado)
9 elementos armados .......................................... mortos (confirmados)
Chefe de Material................................................ ferido ( provável)
Comissário Político................................................ ferido ( provável)
Diversos elementos...............................................feridos (provável)
Henrique Samuel Catamaça( C. Dist. de sabotagem Base Gungunhana)..(capturado)
3 H, 8 M, 6 C......................................................... capturados.

ARMAMENTO, MATERIAL, DOCUMENTOS CAPTURADOS

Espingarda automát.Kalashnikov................................................... 4 ( quatro)
Carregadores de Kalash............................................................... 10 ( dez)
Carabina Simonov....................................................................... 2 ( duas)
Carabina Steyer.......................................................................... 2 ( duas)
Pistolas Tula Tukarev................................................................... 4 ( quatro)
Munições 7,62............................................................................diversas
Metralhadora ligeira com bi-pé 7,62.............................................. destruida

MATERIAL

Equipamento cartucheiras e alças ............................................... 1 ( uma )
Fardamento..............................................................................diverso
Roupa civil................................................................................. "
Catanas..................................................................................... "
Sabre....................................................................................... 1 ( um )
Saco mochila........................................................................... 4 ( quatro)
Sapatos....................................................................................diversos
Cerveja de lata..........................................................................diversas
Sabonetes................................................................................. diversos
T.S.F. ...................................................................................... 1 ( uma

sexta-feira, 4 de março de 2011

Operação Montelima - 7

Deste modo avançamos até cerca das 18 h.

Nas margens estendiam-se machambas de milho, sucessivamente, durante horas de marcha.
Perto das 18,30 h, 1 IN que certamente vigiava uma das machambas, deu o sinal da nossa presença, com uma rajada de espingarda metralhadora.
O crepúsculo aproximava-se, e, em breve a noite cairia, repentinamente,como só em Àfrica acontece.
Saimos do leito do rio.
Atravessamos uma machamba, e ás 19 h estacionamos para descançar, em local aproxi. 12º 32' 34º 54'.
Perto, foi capturada mais uma mulher. Até ás 23 h a noite passou-se sem novidade. O IN iludido pelos movimentos de diverssão, e pressentindo a noite, tinha abandonado o campo.
Às 23,30 h do dia 27 retomou-se a marcha, na planicie de Namatumba, em direcção a Nova Coimbra. Durante o percurso um dos elementos comunicou que tinha deixado no estacionamento uma das pistolas capturadas. Não achei conveniente voltar a trás.
Às 1,30 h do dia 28 atingia-se o Rio Micalanga
Às 5,30 h estacionou-se para descansar.
Ás 7 h atingiamos o Rio Lunho, que foi atravessado com uma abatiz, tendo necessidade de passar um cabo á cintura das pessoas PF.
Às 8 h chegavamos a Nova Coimbra.
Às 15 h em coluna auto, chegavamos a A:Cardoso ( Metangula).
Às 19 h do dia 28, na LFP MERCÚRIO, chegavamos ao Cobué.
Tinham sido percorridos, no terreno 120 Km's.
Foi, nesta operação, efectuado um golpe de mão, e 9 contactos de fogo directo
INCIDENTES MAIS IMPORTANTES

APOIO DA FORÇA AÉREA
Houve grande dificuldade em localizar o DFE 9, devido ao acidentado do terreno.
Julga-se que os processos a difinir a posiçaõ de uma força no mato, não são extremamente eficientes.
Julga-se que a indicação do local em relação a acidentes de terreno ( pontos notáveis) próximos é mais eficaz que através de coordenadas, as quais muitas das vezes são difíceis de definir com precisão no terreno.
Vai passar a ser usado um heliógrafo. Levantaram-se algumas dúvidas no respeitante aos graus de azimute indicados: se georáficos se magnéticos.
Nesta zona qualquer sistema de sinalização do local, visívelde outros locais próximos, estava tacticamente excluido, o que dificultou ainda mais a possibilidade de localização da força.

APOIO DAS FORÇAS TERRESTRES

NIL

COMUNICAÇÕES

Efectuaram-se em extraordinária boas condições em T/R RACAL, com A.Cardoso ( Metangula) em fonia, embora a distância fosse enorme e entre os dois pontos se interpuzesse o Monte Txifuli.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Operação Montelima - 6

Sem descançar, entrava-se agora no segundo dia de marcha.

O ferido tinha perdido sangue, e necessitava de descanço e cuidados mèdicos.
Decidi, assim, mudar o rumo, e continuando para SUL, embrenhamo-nos em zona de densa vegetação, onde era possível a ocultação da força,à visão, de longe, dos grupos IN. Estes moviam-se no terreno,com extrema rapidez e ocultação.
Fomos flagela-dos mais duas vezes,até que finalmente ambrenhamo-nos no denso arvoredo.
Estavamos a entrar na zona do Rio Necomborera.
Uma tentativa de perseguição dos grupos IN não era aconselhável. Não só era urgente a nossa chegada a um posto de apoio, como o estado geral do pessoal não permitia movimentos supérfluos.
Foram encontrados, á medida que avançavamos para Sul, inúmero núcleos de palhotas, em bom estado de conservaçºão e com sinais recentes de utilização.
O guia informou-nos que pertenciam ao povo NECONBORERA.
Efectivamente, encontravamo-nos perto das nascentes do Rio Mepotxe.
Este povo, controlado pelo IN, cultivava as machambas do Micalanga e Zumbezi, na planície do Rio Lunho, para onde se deslocavam todas as manhãs e, donde regressavam ao fim da tarde, sempre acompanhados dos elementos IN, armados. Seguem uma rede de trilhos, secundários de um troço único; o trilho que liga as antigas povoações de Miandica e Namatumba.
Continuamos marcha, agora no planalto, em terreno plano e com densa vegetação. Foram encontrados mais alguns trilhos batidos. Continuamos.
Nesta zona era impossível obter comunicações com Augusto Cardoso ( Metangula)
Cerca das 15,15 h e já no limite do planalto o heli passou pela nossa vertical, tendo, finalmente, entrado em contacto conosco.
Foi feita a evacuação, em local aproximado 12º 30' 34º 54'. Ao longe um grupo IN flagelou-nos, pois o heli tinha indicado, ao descer, a nossa posição.
Reagiu-se, alguns elementos, aligeirados, livres do seu camarada morto e do ferido grave, que tinham sido evacuados . Avançou e a rajadas de MG/42 e de tiros de G3 encostada ao ombro sempre a correr na direcção do IN pos o mesmo em debandada, tendo deixado mais dois mortos.Estavamos seguindo o limite do planalto, num rumo, portanto definido e previsível.
O IN continuava mostrando agressividade, o que não é muito vulgar na zona. Possivelmente a concentração de vários grupos deu-lhes segurança e confiança.
A continuação da marcha, no limite do planalto levava-nos a uma verdadeira ratoeira, onde o IN certamente emboscado, e conhecendo o nosso rumo, tentaria um contacto com nítidas vantagens. Foi decidido, assim,alterar, bruscamente, para Sul.
Desceu-se á planície.
Eram cerca das 16 h
Estava a terminar o segundo dia de marcha. Todo o pessoal se comportava bem, mas o cansaço era notório.
Avançavamos já em direcção a Nova Coimbra. Pouco depois o IN, do planalto, dando conta tardio do nosso movimento de diversão, flagelou-nos por duas vezes, de longe com LGF.
A agressividade do IN, não lhe dá, ainda, porém, para se aproximar. Todas as flagelações foram de longe. A nossa marcha pela planície, embora não facilmente detectada da planície, já o era, porém, do limite do planalto sobranceiro, local onde se encontrava um grupo IN.Decidi entrar no leito do rio, afluente do Rio Zumbezi, onde avançamos, com água de 20 cm, coberto pelo denso arvoredo que fazia com que o rio corresse num verdadeiro túnel de vegetação.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Operação Montelima - 5

Entretanto na ala direita a metralhadora IN tinha causado 1 morto e um ferido grave ás NF's de uma equipa que, corajosamente,tinha avançado para ela, fazendo-a por fim calar. O 1º Grt. FZE 455/68 Salema, empunhando a MG/42, fazendo fogo, de pé,mostrou-se um elemento de excepcionais qualidades de sangue frio e energia.

De uma das cubatas saíu então, um IN de braços levantados que falando em português, se rendeu. Era henrique Manuel Catamaça, comandante distrital das sabotagens da Base Gungunhana. Foi algemado. Apresentava alguns ferimentos tendo sido imediatamente curado.
A perseguição dos grupos IN em fuga, tornava-se difícil pela grande distância a que se encontravam.
No centro da nossa linha de fogo, foram abatidos mais 5 elementos IN que tentavam a fuga.
Foram obtidas algumas informações, pelo prisioneiro.
Soube , assim; que o comandante da Base se encontrava fora com um grupo em patrulha; que o 1º IN morto era o secretário; o chefe de material fugiu muito ferido que na Base se encontrava o comissário político que também gravemente ferido fugiu.
Soube,também,que em toda a zona limitada pela picada de Miandica só existia, actualmente, a Base Central, à qual se tinham fundido as Bases Tchia, Mepotxe Ee Namatumba; que existiam Bases de Movimento em Namatumba, Tchia e mepotxe, que todas as noites mudavam de local, e eram compostas por grupos de 8 elementos; que existiam ainda vários pequenos grupos em patrulha espalhados na área e controlando as populações e machambas.
Confirmou ainda a total surpresa do ataque, afirmando que na Base se considerava impossível um ataque pelas NT, devido á sua localização.
Entretanto recolhiam-se as armas deixadas no terreno,documentos,em grande quantidade,especialmente na cubata do secretário e chefe de material,fardamento e equipamento de combate.
Entretanto um grupoIN flagenlou-nos pela retaguarda.
Era necessário recuar que serviria de pista de aterragem para o helie procurar uma posição de defesa a fim de pedir a evacuação do morto e do ferido grave. Os vários grupos "móveis" da zona, julgo que, convergiam para o local. Feita a comunicação iniciou-se marcha de regresso, ao rumo geral SUL. O terreno aprentava grandes desvantagens táticas para uma força como a nossa, em longa coluna, marcha muito lenta e com inúmeras paragens para mudar os elementos que transportavam a maca com o corpo do nosso camarada morto; muito acidentado e totalmente despido de vegetação. Desde logo notei que pequenos grupos IN se podiam aproveitar da situação, flagelando-nos de longe morro-a-morro.
Era necessário procurar um local para a evacuação. Foi escolhido um morro, relativamente isolado, e montada a protecção em redor. Foram abatidas três árvores para abrir uma boa clareira que serviria de pista de aterragem para o heli.
As comunicações com Augosto Cardoso ( Metangula) efectuaram-se em RACAL, em óptimas condições, em fonia, com antena horizontal Dipolo.
Eram cerca das 8,30 h.
Até ás 11 h tentou-se entrar em contacto com o heli e o "caça T-6 " de apoio, porém, sem resultados.
Os mesmos não conseguiam também localizar-nos, embora tivesse sido dada a nossa posição do DFE 9, em relação a três pontos dominantes: os montes Txifuli, Bembe e Chissindo. Já perto das 11 h , e com o heli em terceira tentativa, foi a nossa posição flagelada por duas vezes. O local não apresentava qualquer defesa e, assim, decidi mudar-me.
O IN continuava, aproveitando o terreno, a fazer fogo de longe, bem abrigado. A continuação para W,se o caminho mais perto para o Lago Niassa, continuava sendo desfavorável para a nossa força,em marcha lenta e com pouca mobilidade.
Urgia evacuar o ferido grave e o morto.
Todo o pessoal do DFE 9, denotava já o extremo cansaço de um dia e uma noite de marcha, seguido de um violento golpe de mão.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

27 de Fevereiro de 1970

Neste dia foi morto em combate o nosso camarada João Serpa da Rosa
Durante a operação Montelima

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Operação Montelima (4)

Todo o pessoal começava a mostrar fadiga consequente de um dia e uma noite de marcha seguida, intercalada de pequenos descansos.

Avisou-se todo o pessoal da proximidade da sentinela, e saindo do trilho, fizemos um desvio contornando alguns morros para Sul da sentinela.
Às 4,50 h apareciam já perto as primeiras cubatas da Base. Foi deixado um pequeno grupo guardando o equipamento e os prisioneiros, e cerca de 40 Fuzileiros avançaram aligeirados em linha para a Base.
O silêncio era completo. Apareciam no horizonte os primeiros alvores do dia 27.
O primeiro pormenor que me saltou á vista era a grande área onde se espalhavam, a perder de vista, numa desordem propositada, dezenas e dezenas de cubatas de vários tamanhos e feitios, bastante afastadas umas das outras, e todas debaixo de denso arvoredo, ligadas entre elas por trilhos muito batidos. Continuamos a avançar em linha. De um lado ao outro, algumas cubatas não eram abrangidas pela frente de assalto. A imensidão da área, preocupava-me bastante.
A primeira equipa entrou numa cubata. Na cama, deitado, um homem levanta-se sobressaltado e pega na arma. È abatido. Era o secretário geral da Base Central ( Dustão Paulo Candeia).
Assim se iniciou, em totalsurpresa, o assaltoá Base Central, também chamada Ichinga, Vila Cabral ou Mepotxe.
As 3 Mgs abriram fogo em simultãneo, varrendo toda a área em zonas sobre postas.
Logo se confirmou que a base se estendia muito para a nossa frente. das cubatas, ao longe, saiam elementos IN que ripostavam ao fogo.Em breve a frente de fogo IN obrigava a um avanço cauteloso.
Na ala esquerda, tinham sido também abatidos mais elementos IN ainda dentro das cubatas.
O IN tinha entretantoinstalado uma metrelhadora ligeira que varria as nossas posições.
Depois de uma ligeira resist~encia debandaram, julgo que, com muitos feridos. Foram avistados alguns elementos IN , ao longe que caiam e se levantavam novamente.

Operação Montelima (3)

As duas primeiras cubatas, eram ocupadas por elementos PF ( população fugida) armada, que vigiava os acessos Norte da povoação, mas que segundo as previsões ...dormiam aquela hora ( cerca de meia noite)
Avançamos cautelosamente, e, então, encaixadas nas vertentes do vale e ocultas por denso arvoredo, apareceram as habitações.
Os elementos PF foram capturados de surpresa,em silêncio, e apreendidas armas: 1 Simonov, 1 Steyer. Foram aparecendo mais palhotas.
O número de PF capturados era já numeroso e incómodo,atendendo á missão a cumprir: atacar a Base Central. Esta nossa passagem pela povoação era,segundo indicações do guia, o caminho menos previsível para atingir a Base. Seguiram assim connosco, os elementos PF, pois deixados no local poderiam alertar a Base.
O DFE e "incorporados", Formavam já uma coluna de 90 elementos aprox.
Depois de atingido outro braço do Rio Fubué. Subimos para o planalto, e, ao rumo geral NE, seguimos uma picada que ligava a povoação de Batamica á Base Central
Os elementos capturados, nada acrescentaram ao que já se sabia, embora tivessem afirmado haver muito movimento na Base .
A noite, agora, com lua descoberta, facilitava um avanço rápido. Aliás, urgia despacharmo-nos, pois era já cerca das 1,00 h, e tinhamos de chegar á Base aos primeiros alvores.
O terreno começava a tornar-se novamente muito acidentado; o trilho seguia contornando cumeadas de encostas abruptas. as horas iam passando,e sempre em marcha mais acelarada aproximavamo-nos da Base.
A ideia de chegar á base já depois do alvorecer, obsecava-me.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Operação Montelima (2)

O DFE 9 a 3 GA, embarcou no Cobué na LFP Mercúrio a 26/2 - 3,30 h, tendo desembarcado a sul da Foz do Rio Limbué ás 6,00 h.


depois de desembarcar em botes ZebroIII, ás 6,30 h, iniciamos marcha, ao rumo geral ENE, passando por locais já nossos conhecidos.

Cerca das 14 h, atravessamos o Rio Matamatxi, afluente do rio Fubué.

O terreno tornava-se gradualmente mais montanhoso. O nosso rumo era agora quase ESTE.

Às 18 h estacionamos.

Segundo as indicações do guia ( tinha sido apanhado dias antes por uma Cia do Exército) estavamos perto das nascentes do Rio Fubué.

Estacionamos em local aprox. 12º 24' - 34º 49', das 18 ás 22 h.

Às 22,30 h , com uma lua ainda pálida e encoberta, continuamos marcha, lentamente, devido ao acidentado do terreno.

Descemos.

Do fundo, do vale, chegava até nós o barulho da água corrente; era o Rio Fubué.

Por um pequeno carreiro que o guia conhecia, fomos descendo ( de outra forma mesmo de dia não era quase possível) o guia avançando á frente, garantiu-me que o trilho não estava armadilhado. E assim, andando, escorregando,num emaranhado de capim, arbustos e silvas, chegamos ao Fubué.

A partir desse momento, o silêncio era imprescindível. A marcha tornava-se ainda mais lenta,avançamos pelo leito do rio a favor da corrente, com água pelos joelhos.

A zona e o terreno era para nós desconhecido.

Segundo indicações do guia, já perto, encontravam-se as primeiras palhotas da povoação Batamica, controlada pela Base Central.

Operação Montelima (1)

Operação Montelima


DESTACAMENTO DE FUZILEIROS ESPECIAIS 9

Moçambique 1969/71

Operação : localizar e destruir bases e grupos inimigos na zona sector A

Ordem de 25/2/1970 REINTEDEF.

O DFE embarca a 3 GA na LF Mercúrio.

Formação de comando-- Com. 2º Ten. Baptista Coelho +2 = 3

1º Grupo de Assalto --1º Sarg. Colaço +18 = 19

2º " " --2º Sarg. Miranda +18 = 19

3º " " -- S/Tenente Ismael Monteiro + 18 = 19

TOTAL--------------------------------------------------------------- 60

carregadores nativos ----8

Guias de combate --------2

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

As memorias de um eis combatente No 16

Certa manhã a patrulha que saiu para norte do Mecíto dá o alerta de haver vestígios de ter havido mechida na linha.
Chamada pela rádio elá vamos nós novamente, creio ter-mos ido a pé, por não ter-mos uma zorra dedicada só para esta estação quando era necessário era requesitada a Caldas Xavier.
Chegados ao local suspeito monta-se a segurança faz-se o reconhecimento da area e é encontrado um fio e algumas baterias que era o necessário para fazer o rebentamento.
Só que pelo que conseguimos apurar os frelimos devem ter tido medo e fugido do local deixando tudo para traz.
Depois de tudo reconhecido, á que começar a trabalhar.
Aqui já tinhamos a certeza de haver qualquer coisa na linha, nunca pensando que podesse ser tão grande.
A primeira operação era descobrir o fio junto a linha e corta-lo, depois do engenho explosivo estar inutelizado e desarmado, há que levanta-lo.
Mando afastar o pessoal da zona e começo a remover pedra por pedra de entre as travessas até que começam a aparecer petardos de T.N.T. de 200 grs cada.
Procuro o que tem o detonador e desarmo-o, a partir daqui tudo foi mais fácil.
Começo a tirar um por um e empilhalos em cima das travessas da linha. Soltos estavam 75 petardos mais uma caixa que depois de aberta continha outros 75. Ao todo foram removidos 30 Kg de T.N.T.
Claro que com estes levantamentos, havia um prémio suplementar para o funcionário que fazia os trabalhos de levantamento, o que fazia sempre jeito um extra.
Algum tempo depois resolvi mudar de vida e voltar para o sul.
E com esta mensagem creio ser e por agora a útima desta série.
Ora bem amigos, camaradas e para todos aqueles que tiveram a paciência de ler estas minhas memorias um grande abraço para todos.
Estas são e continuarão bem acezas na minha memoria,
Como as memorias de um eis combatente.